Na abertura do seriado “My Name is Earl“, o personagem principal se descreve como sendo uma pessoa daquele tipo que amedronta famílias em viagem pelo interior dos Estados Unidos. Não bastasse isso, ele afirma que rouba qualquer coisa que não esteja fixa. Valem bandeiras, cds, livros, e tudo mais que caiba nos bolsos.
Quando vi o primeiro episódio achei que fosse algo bem caricato, de sacanagem mesmo. Logo lembrei de um artigo que tinha lido sobre um caso interessante. Pra não falar bizarro.

William Johnson estava dirigindo de forma pouco usual; ele vez várias curvas em “U”, indo de uma pista para a outra, como se estivesse disputando uma corrida em circuito oval. Um policial, com medo do que poderia acontecer, resolveu pará-lo.
Ao olhar para dentro do veículo, o homem-da-lei estranhou o tipo de passageiro que William carregava no banco de trás: um jacaré de 6 pés de tamanho, achado, segundo o motorista, no acostamento de uma estrada. Não é a primeira vez que falo para vocês de algo relacionado a jacarés. Lembram do caso do grupo de estudantes que tentou seqüestrar o jacaré e se deu mal?
William Johnson acabou preso, mas não por transportar o simpático réptil: foi acusado de roubar coisas de um trailer que ficava por ali. Em Brazoria, a cidade dos ocorridos, nada poderia ser mais bizarro.
A não ser que o próprio Johnson, do auge de seus 30 anos, tivesse também roubado uma cobra. Ou melhor, tivesse resgatado a cobra de uma estrada.
Mesma história, mesma pessoa. Por sorte, só a cobra o mordeu na mão. Se fosse o jacaré, Johnson não teria recusado o tratamento médico, como fez no caso do réptil de pequeno porte.
Preso por roubo, William Johnson pode ser liberado mediante o pagamento de uma fiança de 25 mil dólares, que devem ser facilmente conseguidos por alguém que não parece ter emprego fixo nem grandes disposições para ter.
A informação que destoa de toda a notícia é que Johnson carregava consigo dois objetos bastante incomuns para um ladrão de cobras e jacarés: um barbeador e um controle de vídeo game.
A pergunta que me faço é: qual será o jogo preferido de William Johnson? Pitfall?
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